terça-feira, 25 de outubro de 2011


Vaticano pede reformas no sistema financeiro


Cidade do Vaticano, 24 out (EFE).- O Vaticano pediu nesta segunda-feira uma reforma urgente do sistema financeiro e a criação de uma autoridade pública mundial que tenha poder e competência universal e se atenha "aos princípios de auxílio e solidariedade".
O pedido está no documento "Por uma reforma do sistema financeiro e monetário internacional na perspectiva de uma autoridade pública com competência universal", apresentado pelo cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
No documento, o Vaticano também defende a taxação de transações financeiras. A Santa Sé assegura que o liberalismo econômico "sem regras e sem controles" é uma das causas da atual crise econômica e denuncia a existência de mercados financeiros fundamentalmente especulativos, prejudiciais para a economia real, especialmente em países mais fracos.
No texto de 41 páginas, o Vaticano diz que a economia mundial está cada vez mais dominada pelo utilitarismo e materialismo e caracterizada por uma expansão excessiva do crédito e de bolhas especulativas que geraram crise de solvência e confiança.
O documento se inspira na encíclica de Bento XVI "Caritas in veritate" (Caridade na verdade), e defende que a atual crise financeira pôs em evidência comportamentos egoístas e de cobiça coletiva. Para o Vaticano, a raiz da crise não é somente de natureza econômica e financeira, mas sobretudo de natureza moral.
Já sobre a Autoridade Pública Mundial, o Vaticano afirma que seria necessária por causa da crescente interdependência entre os estados. Ela não poderia ser imposta pela força, mas deveria ser expressão de um acordo livre e compartilhado.
O documento também ressalta a necessidade de reformar o sistema monetário internacional e criar um organismo "que atue como um Banco Central Mundial", para regular o fluxo e o sistema dos intercâmbios monetários. Segundo o texto, o Fundo Monetário Internacional perdeu sua capacidade de garantir a estabilidade das finanças mundiais.
Já sobre a taxação às transações financeiras, o Vaticano sugere "alíquotas equitativas que contribuam na criação de uma reserva mundial, para sustentar a economia dos países afetados pela crise e a reparação de seus sistemas monetários e financeiros".
No documento, o Vaticano assinala que os estados devem ceder de forma gradual e equilibrada uma parte de suas atribuições nacionais a uma Autoridade Mundial.
"Hoje se vê como surrealista e anacrônico que um estado considere que pode conseguir de maneira autárquica o bem de seus cidadãos. A globalização está unificando os povos, levando-os a um novo 'estado de direito' em nível supranacional, a um novo modelo de sociedade internacional mais unida, respeitosa com a identidade de cada povo", assinalou. EFE

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Líbia encerra visitação pública a cadáver de Kadafi


Corpos de Kadafi e seu filho em exposição em câmara frigorífica
MISRATA, Líbia (Reuters) - Um dia depois de os líbios declararem a "libertação" da população, reservando a Muammar Gaddafi "a lata de lixo da história", centenas de pessoas fizeram fila para ver seu corpo em decomposição em uma exibição sinistra que suscitou questionamentos sobre a nova direção do país.
Com os aliados ocidentais expressando uma inquietação silenciosa com o fato de Gaddafi ter sido espancado e baleado após sua captura na quinta-feira e depois colocado em exibição por dias no frigorífico de um mercado, as facções rebeldes que puseram fim ao governo de 42 anos ainda discutiam sobre o que fazer com o corpo, em meio a negociações mais amplas sobre divisão do poder.
A morte do antigo líder de 69 anos em Sirte, sua cidade natal, colocou fim a um nervoso hiato de dois meses, iniciado quando as forças rebeldes do Conselho Nacional de Transição (CNT) entraram em Trípoli e encerraram os oito meses de guerra civil. O filho e possível herdeiro de Gaddafi, Saif al-Islam, ainda está sendo procurado.
Embora a morte do antigo homem forte tenha permitido que o CNT despertasse a alegria das massas declarando a aguardada "libertação" da Líbia no domingo em Benghazi, ela também voltou os holofotes para a disputa pelo poder entre comandantes locais fortemente armados, em meio ao início das negociações para formar um governo interino capaz de organizar uma eleição.
Em Misrata, terceira maior cidade da Líbia, que permaneceu sitiada por um longo tempo, combatentes distribuíam máscaras cirúrgicas para as centenas de pessoas que entravam na sala gelada, onde permanecem no chão os corpos de Gaddafi, de seu filho Mo'tassim e do ex-chefe do Exército, que com o tempo escurecem e de onde escorrem fluidos.
As autoridades chegaram a declarar a exibição dos corpos encerrada, fecharam os portões e mandaram as pessoas embora. "Basta", disse um dos guardas. "Ele está nos causando o mesmo tanto de problema morto como o fazia em vida."
No espaço de uma hora, porém, aparentemente houve uma mudança de planos, quando dezenas de pessoas chegaram de ônibus.
A lei islâmica que o presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil, disse no domingo que a nova Líbia seguiria determina um enterro rápido ao longo do dia.
As autoridades do CNT, porém, disseram que prosseguiam as negociações entre os chefes tribais de Sirte e a liderança interina sobre onde e como enterrar os corpos -- e sobre o que o povo de Misrata poderia receber em troca pela cooperação.
MORTES CONTROVERSAS
As mortes em Sirte, depois de as imagens de celular mostrarem Gaddafi sendo espancado e humilhado por combatentes aparentemente de Misrata, também são uma questão polêmica -- ao menos fora da Líbia. O braço para os direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) uniu-se à família de Gaddafi pedindo um inquérito.
Abdel Jalil disse em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira que o CNT formou um comitê para investigar o caso. Ele também indicou que as autoridades interinas ainda mantinham a linha oficial de que Gaddafi pode ter sido morto em um "fogo cruzado" entre seus próprios homens, opinião que muitas das próprias autoridades do CNT parecem prontas a não levar em consideração.
"Nós formamos um comitê para investigar como Gaddafi morreu durante os confrontos com seus simpatizantes no momento de sua prisão", afirmou Abdel Jalil, acrescentando que quem quer que o tenha matado pode ter algo a esconder.
"Todos os líbios queriam processá-lo pelo que ele lhes fez, de execuções a prisões, corrupção e desperdício de dinheiro. Aqueles que tinham interesse em matá-lo antes de processá-lo são os que tiveram um papel ativo com ele", afirmou Abdel Jalil, que, como muitos da nova liderança, ocupavam posições de autoridade sob o governo de Gaddafi.
A organização Human Rights Watch, com sede em Nova York, pediu que o CNT investigue a "aparente execução em massa" de 53 pessoas, aparentemente simpatizantes de Gaddafi, que foram encontradas mortas em um hotel de Sirte, algumas com as mãos amarradas.
Alguns árabes manifestaram insatisfação com o tratamento dispensado a Gaddafi.
"Quarenta e dois anos sob um ditador inclemente naturalmente prejudicaram muito o povo líbio", disse o bancário Mahmoud Nofal, de 36 anos, do Cairo. "Isso os deixou loucos por vingança. O corpo apodrecendo é emblemático do ambiente político e social podre sob Gaddafi."
Na Grã-Bretanha, o tabloide Sun publicou a foto de um de seus jornalistas posando ao lado do corpo de Gaddafi sob a manchete "Cachorro morto", uma lembrança da descrição de Gaddafi feita por Ronald Reagan como o "cachorro louco do Oriente Médio" nos anos 1980.
O CNT quer que os corpos sejam enterrados em um local secreto para evitar que o túmulo se torne um templo para os simpatizantes de Gaddafi. As autoridades de Misrata, porém, não querem que eles sejam enterrados em seu território.
(Reportagem de Taha Zargoun, em Sirte; de Barry Malone e Jessica Donati, em Trípoli; de Rania El Gamal e Tim Gaynor, em Misrata; de Christian Lowe, Jon Hemming e Andrew Hammond, em Túnis; de Hamid Ould Ahmed, em Argel; de Samia Nakhoul, em Dubai; e de William Maclean, Andrew Roche e Matthew Jones, em Londres)


Exército permanecerá mais 8 meses no Complexo do Alemão


Rio de Janeiro, 24 out (EFE).- O Exército permanecerá mais oito meses, até junho de 2012, no complexo de favelas do Alemão e da Penha, localizadas na zona norte do Rio de Janeiro, informou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim.
O ministro afirmou que o Exército não tem como ficar "de forma permanente" nos 20 bairros que integram o Complexo do Alemão e as favelas de Penha, onde vivem cerca de 400 mil pessoas. Porém, não devem deixar o local sem que haja uma estrutura segura para os moradores.
"Quando dizem que o Exército não está preparado, eu digo que está. Não para ficar de forma permanente, mas pelo período necessário para oferecer um braço forte de segurança e de amizade", disse Amorim na cerimônia realizada em um quartel militar da região.
A chamada Força de Pacificação é composta por 1,6 mil militares e 200 policiais, que tinham a previsão de concluir suas operações até o final deste mês.
No entanto, o Governo estadual pediu a permanência da Força no local até que a Polícia tenha tempo de formar um novo contingente de 2 mil agentes, que será dedicado exclusivamente ao patrulhamento de favelas.
A substituição dos militares começará a ser realizada de forma gradual a partir de julho de 2012, quando a Polícia irá instaurar um modelo de patrulha permanente similar ao que foi aplicado em outras favelas cariocas.
O Complexo do Alemão e a favela de Vila Cruzeiro, também no bairro de Penha, eram considerados os principais redutos da maior facção de traficantes da cidade.
Após uma onda de atentados comandada por traficantes em novembro de 2010, os policiais e militares decidiram invadir o Complexo do Alemão. Apesar de usar tanques e carros blindados, a ação não deixou nenhuma vítima.
No entanto, as intervenções policiais que precederam a ocupação do Alemão deixaram 37 mortos em dezenas de favelas de toda a cidade. EFE
mp/fk


Alex marca no fim e Corinthians arranca empate heroico do Inter



Paulo André divide com Jô: Inter e Timão ficaram no empateAmpliar foto
Paulo André divide com Jô: Inter e Timão ficaram no empate

A expressão "sabor de vitória" talvez não tenha servido tão bem a nenhum empate do Corinthians no Brasileirão como serviu ao deste domingo, por 1 a 1, contra o Internacional, no Beira-Rio. O gol de falta do ex-Colorado Alex aos 43 minutos do segundo tempo garantiu um ponto providencial em uma partida que já parecia perdida.
Se na frieza da tabela, um empate contra o Internacional em Porto Alegre já seria um resultado satisfatório, em um jogo em que o Timão passou um tempo com um a menos, o tal sabor de vitória fica ainda mais acentuado. Com o resultado, o Corinthians vai a 55 pontos e perde a liderança, já que o Vasco venceu o Bahia por 2 a 0. O Inter se mantém na sétima colocação, mesmo com um ponto a mais (agora tem 48).
No clássico que teve a rivalidade bastante inflada pelos últimos anos, restou ao Corinthians comemorar o resultado, ao som dos gritos da torcida de: "Mais um para o DVD", em referência ao polêmico dossiê de erros de arbitragem feito pelo Inter na final da Copa do Brasil de 2009. A rivalidade só tende a crescer.
Inter melhor na primeira etapa
Na primeira etapa, Corinthians e Internacional alternaram-se no domínio da partida. Contudo, o Inter criou mais boas chances, principalmente quando articulou as jogadas pelo meio de campo. Quando dominava, o Timão pouco fazia em termos de chances claras de gol. Pelo contrário: chance abissal alvinegra realmente foi apenas uma, em cabeçada de Paulinho.
O Inter criava bastante, mas esbarrava em erros nos momentos decisivos. Em pelo menos duas oportunidades, Jô perdeu a chance de abrir o placar para o Inter. Na melhor chance colorada, Andrezinho arriscou de longe e a bola passou rente à trave direita de Julio Cesar. O Internacional pecou por não aproveitar bem as oportunidades que teve.
O fato mais relevante da primeira etapa foi a expulsão de Alessandro. Justamente em um momento em que o Corinthians ensaiava equilibrar o jogo, o lateral-direito alvinegro deu carrinho por trás em Andrezinho por cima da bola e o árbitro Evandro Rogério Roman mostrou o cartão vermelho direto. Restava ao Inter aproveitar a vantagem numérica no segundo tempo.
Vantagem numérica pesa
O Inter demorou aproximadamente 15 minutos para de fato aproveitar o domínio numérico que obteve na segunda etapa. Contudo, quando o fez, o Colorado dominou amplamente o jogo. Em pouco tempo, o Corinthians passou a ficar acuado em seu campo de defesa, com o Inter pressionando. O Timão descia esporadicamente ao ataque, mas levava pouco perigo. A melhor chance foi uma cabeçada de Danilo defendida por Muriel.
A equipe gaúcha tentou, insistiu e alcançou seu gol justamente em uma bola alçada na área. Kléber lançou para o meio da área, a zaga do Corinthians não acompanhou a movimentação de Nei e o lateral-direito apareceu para abrir o placar. Após o gol, o Corinthians ensaiou uma reação mas sofreu principalmente pela inferioridade numérica.
No fim da partida, o Corinthians chegou ao empate do jeito que a Fiel gosta: Alex cobrou falta de longe e mandou com muita força no canto direito de Muriel, sem chance para o goleiro Colorado. Empate providencial da equipe corintiana, cuja torcida comemorou aos gritos de "Mais um pro DVD!".
Próximos jogos
O Corinthians volta a campo no próximo domingo, dia 30, às 16h, quando enfrentará o Avaí, no Pacaembu. Já o Internacional vai a Goiânia enfrentar o Atlético-GO, também no próximo domingo, mas às 18h, no estádio Serra Dourada. Os jogos serão válidos pela 32ª rodada do Brasileirão.

domingo, 23 de outubro de 2011


Vasco vence o Bahia por 2 a 0 e recupera a liderança do Campeonato Brasileiro


RIO - Depois de quatro rodadas, o Vasco é novamente o líder do Campeonato Brasileiro. O time carioca fez uma boa partida neste domingo e venceu o Bahia por 2 a 0 no estádio Pituaçu, em Salvador. Beneficiado pel empate entre Corinthians e Internacional, a equipe de Cristóvão Borges agora soma 57 pontos, três a frente dos paulistas. Os gols foram marcados por Felipe e Diego Souza, os dois destaques do time neste domingo.
Na próxima rodada, o Vasco enfrenta São Paulo em São Januário. Para esta partida, o time não terá Diego Souza. O meia-atacante recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso. Já o Bahia, que ainda luta contra o rebaixamento, viaja até Florianópolis para enfrentar o Figueirense.
O Vasco teve que mudar sua escalação em cima da hora, pois o atacante Élton foi vetado por causa de uma dor de garganta. Com Diego Souza adiantado para o ataque e quatro volantes no meio-campo, o torcedor vascaíno poderia desconfiar de um time que atuaria retrancado e usando os contra-ataques. E no início, o Bahia foi melhor. Poderia até ter inaugurado o placar aos 8 com Dodô, que fez bela jogada na entrada da área e chutou para fora, e aos 9, com um chute de Fabinho que acertou o travessão.
Mas depois do susto inicial, o Vasco melhorou e tomou conta na partida. Pesou na mudança de postura, a decisão que o técnico Cristóvão Borges tomou depois que o volante Eduardo Costa sentiu uma lesão. Ele colocou Nilton em campo, deslocou Jumar para a lateral-esquerda e deu liberdade para Felipe jogar no meio-campo.
O Vasco cresceu e só não abriu o placar aos 17 porque o árbitro errou ao marcar impedimento num lance em que Diego Souza concluiu para o gol.
Aos 23, o Vasco chegou ao gol. Felipe pegou a bola na intermediária, passou pelo zagueiro do Bahia e chutou de fora da área acertando o ângulo direito do goleiro Marcelo Lomba. Um golaço.
Depois do gol, o Vasco sempre foi melhor e poderia ter ampliado com Diego Souza e em duas oportunidades com Éder Luís.
- O Cristóvão me colocou na lateral, mas me deu liberdade para atacar. Às vezes, mesmo com muitos volantes não quer dizer que vamos jogar atrás. Agora é manter o ritmo para conseguir essa vitória importante - analisou Felipe.
O Vasco voltou para a etapa final mantendo o mesmo ritmo. O time poderia até ter ampliado o placar se tivesse caprichado um pouco mais nas finalizações. Fágner, aos 11, recebeu livre de Diego Souza e isolou a bola. Cinco minutos depois, Felipe teve a chance e chutou fraco em cima de Marcelo Lomba. Na sequência, Nilton arriscou de longe e levou perigo ao gol do Bahia.
Nos minutos finais, o Vasco administrou a vantagem e no final chegou ao segundo. Após o lançamento de Fernando Prass, Diego Souza escorou de cabeça para Bernardo. O meia tocou para Diego, que invadiu a área e bateu de bico no canto esquerdo do goleiro Marcelo Lomba. Uma vitória importante que coloca o Vasco mais perto do título.


Satélite alemão entra na atmosfera, mas se ignora local de queda


Berlim, 23 out (EFE).- O satélite de raios "X" alemão Rosat, fora de serviço desde 1999, entrou neste domingo na atmosfera terrestre, embora se desconheça se, após se desintegrar, alguma de suas partes tenha caído sobre a Terra e o local onde eventualmente aconteceu o impacto.
O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) informou que o satélite entrou na atmosfera da Terra entre 23h45 de sábado e 0h15 de domingo (horários de Brasília), onde deve ter se desintegrado a maior parte do objeto de 2,5 toneladas de peso.
Pouco antes, o DLR ter descartado de sua central em Colônia, no oeste da Alemanha, que os restos do satélite pudessem cair sobre a Europa, África ou Austrália.
Nos últimos dias os técnicos do Centro Aeroespacial Alemão tinham insistido além disso em que as possibilidades que algum componente do satélite chegasse a produzir danos ao cair na Terra eram mínimas. EFE
jcb-egw/ma

sábado, 22 de outubro de 2011


Galo vence o Flu e deixa a zona de rebaixamento


A noite foi perfeita para o Atlético-MG, que venceu o Fluminense pelo placar de 2 a 0, acabou com a maldição no Engenhão e saiu da zona do rebaixamento empurrando o rival Cruzeiro para o buraco. Jamais um clube de Minas Gerais havia conquistado um triunfo no estádio desde a fundação em 2007. Já o Tricolor ficou estacionado nos 50 pontos e pode perder a quinta colocação para o São Paulo neste domingo.
Agora, o torcedor atleticano poderá dormir um pouco mais tranquilo e torcer por tropeço de Cruzeiro ou Ceará para terminar a rodada fora do grupo dos quatro últimos colocados do Brasileirão.
O JOGO
Como era de se esperar, nos primeiros minutos do jogo o Fluminense, que jogava com grande apoio dos torcedores em casa e tinha a necessidade de vencer para estar entre os primeiros colocados, tentou partir para cima na busca pelo resultado positivo.
Porém, o Atlético-MG foi mais eficiente e logo aos dez minutos abriu o placar. O jovem meia Bernard usou de sua especialidade, arrancou pela ponta esquerda, invadiu a área e foi derrubado por Mariano. O árbitro acertadamente anotou pênalti, que foi convertido por Daniel Carvalho.
Em desvantagem no marcador, o Tricolor se jogou ainda mais no ataque. A posse de bola dos donos da casa chegou a ser de 74%, o que não representou grande perigo ofensivo. Lanzini ficou sobrecarregado na armação das jogadas e a dupla Martinuccio/Rafael Sóbis teve poucas chances.
A torcida tricolor estava impaciente com a dificuldade de o time furar o forte bloqueio e chegou a vaiar alguns jogadores, especialmente Fernando Bob. Mas a paciência esgotou de vez quando Daniel Carvalho cruzou e André confirmou a sua fama de carrasco do Flu acertando cabeceio e colocando o Galo com 2 a 0. O técnico Abel Braga foi imediatamente chamado de burro.
SEGUNDO TEMPO
Na volta do intervalo, o Fluminense voltou com Araújo no lugar de Rodrigo, na busca por mais ofensividade. Mas quem esteve muito perto do gol foi o Atlético-MG. Daniel Carvalho deu linda assistência para Mancini, que invadiu a área livre, poderia tocar para André, mas chutou para fora.
A história em relação à primeira etapa foi se repetindo e o time de Abel Braga continuava com maior posse de bola, mas sem saber o que fazer com ela. Já os comandados de Cuca apostavam na forte marcação e saída rápida para os contra-ataques.
No fim das contas, o Galo foi muito mais eficiente, aproveitou as oportunidades que criou e saiu do Rio de Janeiro com um grande resultado. Para o Tricolor a situação fica mais complicada para a sequência.

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