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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Dirigente tricolor culpa jogadores sem compromisso por ano ruim

João Paulo de Jesus Lopes não cita nomes, mas afirma que detectou desinteresse em alguns atletas do elenco. No entanto, nega caça às bruxas


João Paulo de Jesus Lopes com o técnico Adílson Batista (Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)João Paulo ao lado de Adilson Batista, um dos 
técnicos demitidos (Foto: Globoesporte.com)
O vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, faz um balanço da temporada tricolor e admite ter ficado frustrado e até envergonhado com a campanha a equipe em 2011. O time foi eliminado nas semifinais do Paulistão, caiu diante do Avaí nas quartas de final da Copa do Brasil e, no Brasileirão, terminou em sexto. Não conseguiu sequer vaga na Taça Libertadores.

Ao longo do ano, o Tricolor teve três treinadores diferentes: Paulo César Carpegiani, Adilson Batista e Emerson Leão (que teve seu contrato renovado no fim da temporada). No entanto, segundo João Paulo, mesmo tendo sido demitidos, Carpegiani e Adilson não tiveram tanta culpa pelo fracasso tricolor. Para o dirigente, jogadores sem comprometimento atrapalharam a caminhada da equipe. Ele não cita nomes.

- Reamente, a temporada não nos agradou, nos frustrou e até nos envergonhou. Acho que os treinadores que passaram pelo São Paulo ao longo do ano fizeram um bom trabalho. Carpegiani foi responsável pela ascensão e manutenção de vários jogadores da base. Acredito que sentimos falta de compromisso de alguns jogadores do elenco. Por isso, a reformulação - afirmou o dirigente, em entrevista à rádio “Bandeirantes”.

João Paulo, no entanto, descarta uma caça às bruxas. Diz que não haverá dispensas em massa.

- Não são maus jogadores. Só não renderam o que esperávamos. Um ou outro poderá ser negociado, mas temos o objetivo de manter um elenco numeroso e de qualidade – completou.

Com currículo vitorioso, Kleberson se cala à espera do futuro

Aos 32 anos, com duas Copas no currículo, campeão mundial em 2002 e ainda do Flamengo, jogador vai se reapresentar em meio à indefinição


kleberson no treino do flamengo (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Kleberson em treino do Fla: em 2011, ele esteve no
Atlético-PR (Foto: Richard Souza/Globoesporte.com)
Em 2002, no Japão, Kleberson atingia o topo do mundo ao conquistar a Copa. Com a camisa da Seleção Brasileira, ele começava a escrever uma história vitoriosa, que seria marcada ainda pelos títulos da Copa América (2004) e da Copa das Confederações (2009). Ao chegar ao Flamengo, em 2007, o jogador já atendia pelo apelido de “Penta”. Mas os anos passaram, e no início da atual temporada o técnico Vanderlei Luxemburgo abriu mão do volante, que foi parar no Atlético-PR. Na linha do tempo, agora, ele parece perdido. E prefere se calar. É o voto de silêncio do jogador que um dia já gritou “é penta!”.
Procurado pelo GLOBOESPORTE.COM, Kleberson preferiu não conceder entrevista. Exemplo de bom profissional, com títulos e sem indisciplinas no currículo, o jogador alega que “não quer falar até definir o seu futuro”. Até agora, ninguém da diretoria do Flamengo o procurou. Caso nada aconteça, ele cumprirá seu compromisso de se reapresentar junto com o elenco no dia 3 de janeiro. Com altas cifras no salário, ele tem contrato com o Rubro-Negro até dezembro de 2012.
Kleberson começou a carreira no PSTC, clube de Londrina (PR), e logo foi para as categorias de base do Atlético-PR, onde conquistou títulos estaduais em 2000, 2001 e 2002, além do Campeonato Brasileiro de 2001. Versátil, atuava em diversas posições.
O técnico Luiz Felipe Scolari escreveu o nome de Kleberson na lista para a Copa do Mundo de 2002. O jogador começou na reserva, ganhou espaço, virou titular, fez a jogada do segundo gol brasileiro nas oitavas de final diante da Bélgica e teve boa atuação na grande decisão diante da Alemanha, na vitória brasileira por 2 a 0. Em 2010, mesmo longe da sua melhor fase, voltou a disputar o Mundial da África do Sul ao ser convocado por Dunga.
Depois das boas atuações em 2002, Kleberson defendeu o poderoso Manchester United, da Inglaterra, de 2003 a 2005, quando se transferiu para o Besiktas, da Turquia. Teve passagem discreta pelo time turco até 2007, ano em que acertou com o Flamengo. Por conta de uma quebra unilateral de contrato por parte do jogador, a Fifa só o liberou para atuar pelo Rubro-Negro a partir de 2008.
Pelo clube da Gávea, Kleberson conquistou a Taça Guanabara e Campeonato Carioca, em 2008, Taça Rio e novamente o Carioca em 2009, além do hexacampeonato no mesmo ano. Disputou um total de 125 jogos, entre a condição de titular e reserva, e marcou 18 gols, com apenas um cartão vermelho.
Jogador agora sofre com o ombro esquerdo
No início de 2011, Vanderlei Luxemburgo abriu mão do jogador, que passou a treinar em separado, na Gávea. Com a transferência de Kleberson para o Atlético-PR, o Flamengo pagou apenas parte de seus salários durante a atual temporada. No Furacão, o jogador não conseguiu uma sequência de partidas, teve problemas de lesão e não conseguiu impedir o rebaixamento do time para a Série B do Campeonato Brasileiro.
No fim de outubro, Kleberson sofreu luxação no ombro esquerdo (em 2009, ainda pelo Flamengo, havia operado o direito). Hoje, ele segue em recuperação, e deve estar apto para voltar a jogar no fim de janeiro. Propostas concretas ainda não apareceram na mesa de negociações do Flamengo. Com isso, o clube teria de arcar com um salário que ultrapassa a barreira dos R$ 200 mil.
Avesso à polêmica e sempre sereno, Kleberson aguarda uma definição para se pronunciar. Chateado está, é claro, mas espera ao menos uma consideração. Ele se cala. E não chia em busca de reconhecimento. O apelido de Kleberson é “penta”. O nome verdadeiro é José Kleberson. E fica a pergunta: “ E agora, José?”

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Funcionário da boate confirma versão do jogador Adriano


A versão do atacante Adriano sobre o tiro acidental que atingiu a mão esquerda de Adriene Cyrilo Pinto, na madrugada do último sábado, foi confirmada nesta terça-feira por um funcionário da boate Barra Music, na zona oeste do Rio, onde estava o carro do jogador do Corinthians no momento do disparo. Em depoimento informal, o vigilante disse ao delegado Fernando Reis, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), que o atleta estava sentado na parte da frente do veículo, no banco do carona.
Das seis pessoas que estavam dentro do carro na saída da boate - Adriano, a vítima, outras três mulheres e o tenente de reserva da PM Julio Cesar Barros de Oliveira, que é o dono da arma -, somente Adriene diz que o jogador estava no banco traseiro, local de onde, de acordo com a perícia, partiu o tiro. Ela também é a única a dizer que o atacante do Corinthians manuseava a arma no momento do disparo, enquanto os demais dizem que foi a própria jovem de 20 anos a responsável pelo acidente.
Internada desde sábado no Hospital Barra D'Or, também na Barra da Tijuca, Adriene passou nesta terça-feira por uma cirurgia de quase quatro horas para reconstrução do dedo da mão esquerda que foi atingido pela bala. O delegado espera agora que ela tenha alta hospitalar para fazer uma acareação, que envolverá a vítima, o jogador e os demais ocupantes do carro. O confronto de versões deve ser realizado na tarde desta quarta, quando também será colhido o depoimento formal do vigilante.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Fortaleza apresenta nesta segunda-feira promessa na lateral-direita



Lateral-dreito Gelson vem como uma aposta da diretoria (Foto: Fortaleza/ Divulgação)
Lateral-dreito Gelson vem como uma aposta da diretoria (Foto: Fortaleza/ Divulgação)
Portal Esportes O POVO
O lateral-direito Gelson, de apenas 20 anos, deve ser apresentado pelo Fortaleza na tarde desta segunda-feira (26), no Pici. O atleta foi aprovado nos exames médicos, realizado pelo clube na última quinta-feira, quando já participou de treinos físicos.

Gelson, que desembarcou na capital cearense na última quarta, vem como uma aposta da diretoria, com metade dos seus direitos presos ao tricolor. Com dificuldades para achar um lateral-direito no mercado, a diretoria do Tricolor apostou em Gelson, que é, por enquanto, o único jogador da posição no elenco.

O atleta surgiu no Avaí em 2010, quando disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Depois, teve uma rápida passagem pelo Olímpia-SP. Neste ano, ele disputou a Série A-2 do Campeonato Paulista pelo América-SP e foi reserva na maioria dos jogos.

Se a lateral-direita do Tricolor só tem Gelson, a lateral-esquerda já está garantida com dois atletas no elenco. Trata-se de Marinho Donizete, ex-Boa Esporte, e Kauê, ex-Grêmio Barueri.

PREPARAÇÃO


Sob o comando do técnico Nedo Xavier, o clube iniciou a preparação no último dia 12 de dezembro e retorna ao batente nesta segunda-feira (26), no estádio Alcides Santos, seguindo com treinos diários até quinta-feira (30).

Após três dias de pausa, quando o elenco recebe folga para descansar no período de Reveillon, o clube volta aos treinos já pensando na 2ª parte da pré-temporada, que será toda disputada na cidade de Beberibe, distante a 80 km da Capital.
Ao todo, atletas e comissão técnica passarão 13 dias (entre 4 a 16 de janeiro) na cidade litorânea, hospedados em um hotel da região.


Chega de Adriano!!!


Bala que atingiu mão de uma mulher no carro de Adriano

Esses dias escrevi aqui nesse mesmo espaço criticando o desempenho do Adriano na temporada e muito corintiano pegou no meu pé. Dizendo que estava com inveja dele. Para vai! Se somar o 2011 ridículo que ele fez dentro de campo com essas atitudes assustadoras fora dele, chego a nítida conclusão que esse cara não pode mais vestir a camisa do Corinthians. Seria falta de respeito com a torcida e principalmente com o técnico Tite, que sofreu para conduzir o time ao pentacampeonato do Brasileirão.
A presença dele no planejamento da Libertadores destoa demais da competência e profissionalismo de jovens como Willian, Paulinho e Leandro Castán. Não vou nem entrar no mérito se ele realmente atirou na mão na menina ou não no Rio de Janeiro. Mas a capacidade de se envolver em problemas e polêmicas é algo impressionante. Se levar em consideração que não vem jogando nada, a diretoria está simplesmente rasgando dinheiro. E um baita dinheiro!
A primeira atitude dos dirigentes corintianos (e mais sensata, diga-se de passagem) para 2012 deveria ser a rescisão imediata do contrato do Adriano, que iria até 30 de junho. Se não acontecer temo pelo futuro do clube na temporada. Depois não digam que não avisei.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Solitária, torcedora recebe atletas no CT Rei Pelé e ganha abraço de Ganso

Dona de casa de 55 anos foi a única torcedora a comparecer no Centro de Treinamento do clube, na manhã desta terça, na volta do Santos pra casa


ônibus santos CT desembarque (Foto: Renato Cury / Globoesporte.com)Ônibus santista chega ao CT Rei Pelé
(Foto: Renato Cury / Globoesporte.com)
Se a chegada da delegação do Santos em Guarulhos foi marcada pelo tumulto com cerca de 50 torcedores que aguardavam o vice campeão mundial, o retorno para a Baixada Santista foi um sossego. Apenas cinco jogadores retornaram ao CT Rei Pelé, que, além dos jornalistas, tinha a presença de uma solitária torcedora.
Rosa Bezerra da Luz, de 55 anos, chegou ao Centro de Treinamento do Santos por volta das 7h da manhã. Com a camisa do Peixe e a indignação por não contar com mais torcedores ao seu lado, dona Rosa aguardava a chegada do ônibus do time.
– Não me conformo. Que torcida é essa? Só faz festa quando o time ganha? O verdadeiro torcedor tem de apoiar o time na derrota ou na vitória – reclamava Rosa, com lágrimas nos olhos.
A torcedora perguntava aos jornalistas o horário em que o ônibus chegaria no CT. Tudo que ela queria era dar um abraço nos jogadores do Peixe.
– Nesse momento, tudo que eles precisam é de um pouco de carinho. Eu vim aqui para isso, e esperava que mais torcedores fizessem o mesmo – comentou.
Apenas cinco jogadores retornaram à baixada: Bruno Rodrigo, Felipe Anderson, Anderson Carvalho, Vladimir e Paulo Henrique Ganso. Os demais atletas deixaram o Aeroporto de Cumbica em carros particulares.
Após quase duas horas de espera, a missão de Dona Rosa foi cumprida com êxito. A torcedora ganhou um abraço de Ganso. O meia agradeceu o carinho dos torcedores.
– Eles sempre nos apoiaram, antes da nossa viagem ao Japão e no retorno. Vamos lutar para em 2012 conquistarmos outros títulos para a fazer a alegria dessa torcida – finalizou.
Rosa Bezerra da Luz santos CT (Foto: Renato Cury / Globoesporte.com)Dona Rosa Bezerra da Luz é a 'torcedora solitária' no CT (Foto: Renato Cury / Globoesporte.com)
FONTE:http://globoesporte.globo.com/futebol/times/santos/noticia/2011/12/solitaria-torcedora-recebe-atletas-no-ct-rei-pele-e-ganha-abraco-de-ganso.html

Surpreendido, Alessandro desabafa: ‘Dei a cara muitas vezes. Não merecia’

Lateral-direito fala sobre a saída inesperada do clube e condena justificativa do vice de futebol André Silva: ‘Não foi por causa da torcida’


Alessandro não esperava receber um adeus do Botafogo agora. Apesar do término do contrato, havia um termo de compromisso firmado por ele que previa a renovação por mais duas temporadas. A assinatura do presidente Maurício Assumpção, no entanto, não foi para o papel, e o jogador ouviu da diretoria a decisão de dispensá-lo. A relação conturbada com a torcida foi apontada pelo clube como determinante no seu caso.

Na manhã desta terça-feira, o lateral-direito convocou a imprensa para uma entrevista coletiva. No salão de festas do prédio onde vive, em Niterói, falou pela primeira vez sobre a saída do Alvinegro. Mostrou-se surpreso, chateado e contestou a justificativa do clube.
alessandro ex-botafogo coletiva (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Alessandro se mostrou decepcionado com a diretoria do Botafogo (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)
- Em 16 de outubro, o Anderson (Barros, gerente de futebol) me chamou, queria renovar meu contrato por mais dois anos. Eu assinei esse termo de compromisso, e só faltava a assinatura do presidente. Os dias foram passando, não peguei a cópia do contrato, até porque acreditava nas pessoas. Para minha surpresa, quando entrei de férias, o Anderson me chamou para uma reunião falando que o Botafogo não contava mais comigo para o ano que vem. Me pegou um pouco de surpresa, as pessoas sabem da minha importância ali dentro, mas infelizmente não vai dar para permanecer. Acho que não tem nada a ver com desgaste de torcida, não era o problema. Fico um pouco chateado, acho que não merecia passar por isso, confiei nas pessoas ali dentro, não foram corretos comigo nessa parte. Quando assinei esse termo de contrato, acabei planejando a vida toda, envolve a família, os filhos. Se não quisessem a permanência, eles não me chamariam, e eu seguiria a minha vida. Mas a gente tem que aceitar, não são obrigados a ficar comigo.
Quando assinei esse termo de contrato, acabei planejando a vida toda, envolve a família, os filhos. Se não quisessem a permanência, eles não me chamariam, e eu seguiria a minha vida"
Alessandro
Em pouco mais de meia hora de entrevista, Alessandro quase não sorriu. Quando o fez, foi discreto. Sair do clube desta maneira não estava nos planos. De meados de 2007 até o fim de 2011, foram 241 jogos, sendo 206 como titular, e 14 gols. Títulos? Só um. O Carioca de 2010. Críticas? Muitas. Aos 34 anos, sofreu nos últimos tempos com a falta de empatia com os torcedores. Quando a equipe ia mal em campo, era quase sempre o primeiro a ser vaiado.

- Alegaram que havia oposição lá dentro, mas quem manda no clube é o presidente. Eles têm de dizer a razão para vocês (jornalistas). Fico chateado pela maneira como as coisas foram conduzidas. O único que demonstrou que queria que eu ficasse no clube foi o Anderson Barros. O presidente e o vice-presidente não queriam a minha permanência. Vi uma declaração do André Silva dizendo que era por conta da relação com a torcida, mas acho que ele foi infeliz. Não foi a torcida. Terminei o ano bem com a torcida. Saio na rua e encontro torcedores que estão tristes com a minha saída. Dei a cara muitas vezes nos momentos difíceis por ser um dos mais experientes. Não merecia isso. É um momento de tristeza, mas fico feliz por saber o quanto fiz pelo Botafogo.

Alessandro assegura que não está magoado com os dirigentes, mas ao mesmo tempo é crítico. Acha que virou bode expiatório.

- Talvez eles (dirigentes) não sejam tão fortes, não estejam tão preparados para superar essa pressão do clube. Creio que estão procurando ver o lado deles também. Com certeza dá um pouco de alívio (a saída do jogador). Talvez minha situação poderia ter sido diferente em caso de vaga na Libertadores ou título. Mas minha permanência não estava condicionada a isso. Isso não estava no meu contrato.
Talvez eles (dirigentes) não
sejam tão fortes, não estejam
tão preparados para superar
essa pressão do clube. Creio
que estão procurando ver o
lado deles também"
Segundo o lateral, não houve interferência do técnico Oswaldo de Oliveira, que ainda vai assumir o clube, na decisão.

- Não tem, não. Até porque meu empresário (Frederico Moraes) tem boa relação com o Oswaldo. Ele conversou com o Oswaldo, que disse que confiava em mim, que contava comigo. Se fosse problema, ele falaria que não queria. Não é problema do treinador.

A partir de agora, depois do desabafo, Alessandro vai pensar no futuro. Ele diz que algumas propostas de clubes brasileiros já estão nas mãos do seu empresário. O destino ainda é incerto, mas o ex-camisa 2 alvinegro sai do Bota de cabeça erguida.

- Levo muita coisa positiva. O Botafogo me fez crescer muito na profissão, me fez crescer como jogador, como ser humano. Ninguém queria passar pelo que passei aqui dentro. Superei muita coisa. De negativo, levo os momentos em que me dediquei em campo e os torcedores vaiaram. Isso foi uma coisa que me deixou chateado, mas consegui superar isso. É muito difícil jogar no Botafogo, tem que ter muita personalidade. Nunca deixei de ter, vou levar para o resto da minha vida. Isso eu não vou esquecer, só me deu força para superar as dificuldades.

O jogador conta que pensou em deixar o clube em abril, depois da recepção hostil dos torcedores no Rio com a eliminação precoce da equipe na Copa do Brasil.

- Naquele episódio no aeroporto, cheguei a falar na imprensa que seria meu último ano, que cumpriria meu contrato. Mas as coisas foram mudando, o vento foi soprando a meu favor, a equipe começou bem o Brasileiro, pintou a possibilidade de renovação, fiquei bastante feliz e passei a pensar em encerrar a carreira mesmo no clube. Mas as coisas não deram certo. É levantar a cabeça e vida que segue bola para frente. O Botafogo não será o último clube na minha carreira, não vou parar por causa disso.
alessandro ex-botafogo coletiva (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Alessandro: 'Vou ficar marcado pelo título em cima do Flamengo' (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)
Na saída, Alessandro também comentou o fim de ano melancólico do Botafogo. De candidato ao título, o time encerrou a temporada como único carioca fora da zona de classificação para a Libertadores. Ele negou qualquer tipo de problema de relacionamento entre os jogadores ou do grupo com o ex-técnico Caio Júnior, mas disse que faltou comprometimento de alguns companheiros.

- Erramos quando não poderíamos errar, miramos muito o título, tivemos possibilidade de serem líderes várias vezes, mas quando não tínhamos mais chances de conquistar o Brasileiro relaxamos e ficamos até fora dos Libertadores. Alguns jogadores se comprometeram mais, outros menos. Mas isso é de cada um. Precisávamos de mais comprometimento. A gente via jogadores desanimados quando a equipe não podia mais ser campeã. Faltou ânimo, alegria.
Precisávamos de mais comprometimento. A gente via jogadores desanimados quando a equipe não podia mais ser campeã. Faltou ânimo, alegria"
Em vários momentos da entrevista repetiu que fez e deu o melhor pelo clube. Diz que serviu de escudo nos momentos críticos e guarda com carinho especial o único título da passagem por General Severiano.

- Vou ficar marcado pelo título carioca que ganhamos em cima do Flamengo. Perdi dois títulos cariocas para o Flamengo (2008 e 2009), mas pelo menos ganhei um. Isso vai ficar marcado para os torcedores que se lembrarem do título de 2010. Vão se lembrar de mim. Não vou agradar a todos, mas me entreguei, dei o máximo. Tive comprometimento nos momentos bons e ruins, procurei dar satisfação aos torcedores, agradeço aos que me apoiaram, que sabiam da minha importância. Agradeço aos que me xingaram (risos), eles me deram força para me superar. Não tenho raiva ou mágoa da torcida do Botafogo. Seria injusto criticar os torcedores do Botafogo. Onde estiver, estarei torcendo pelo clube. Tomara que em 2012 eles possam conseguir os objetivos deles. E, na hora em que o bicho estiver pegando, quero ver o que vão fazer. Até a imprensa vai sentir saudade. Mas podem me ligar que eu atendo (risos).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


Neymar faz golaço e Santos vai para final do Mundial

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Neymar comemora seu gol contra o Kashiwa 
Reysol com Arouca (Foto: AP)

O sonho do tricampeonato mundial segue vivo para os santistas. O Peixe venceu o Kashiwa Reysol (JAP) por 3 a 1, no Estádio Toyota, nesta quarta-feira, no Japão e se classificou para a final. Após um início nervoso e com muitos erros de passe, Neymar e Borges, de fora da área, deixaram o Alvinegro em vantagem de 2 a 0 ainda no primeiro tempo.
Na segunda etapa, após passar por pressão no início e sofrer o gol, Danilo marcou o dele e sacramentou a classificação do Alvinegro. Time do Japão ainda teve chances de marcar, mandou duas bolas na trave de Rafael e encrespou para o Peixe.
Com o 3 a 1, o Santos manteve a invencibilidade em solo japonês. Com está vitória, a equipe chegou a 15 jogos sem perder - 11 êxitos e quatro empates. Um dos resultados iguais foi um 0 a 0, em 94, contra o próprio Kashiwa.
Neymar, Danilo e Ganso foram os destaques do Santos. Danilo, além de marcar o gol, deu consistência importante para o setor defensivo pela direita. E o atacante conseguiu prender a bola quando foi necessário. Ganso, mesmo sem demonstrar o ritmo de outros momentos, foi o jogador que segurou a bola no meio de campo e tentou, nos momentos em que estava congestionado, fazer a ligação com o homem de frente.
Agora o Santos espera o vencedor do duelo entre Barcelona (ESP) e Al-Saad (QAT). As equipes duelam nesta quinta-feira, em Yokohama. A decisão acontece neste domingo, às 8h30. A disputa do terceiro e quarto lugares, a qual o Kashiwa estará em campo, será 5h30, ambas em Yokohama.
O jogo
A estreia em uma competição deixa qualquer um nervoso. Como não poderia deixar de ser, o time do Santos iniciou a partida muito tenso, errando muitos passes e afunilando muito o jogo - proximidade entre atletas no meio de campo era evidente e a distância de Borges em relação aos armadores maior ainda. Na frente da área, time não conseguia dar o passe final para marcar.
E o Kashiwa apostava na correria, bolas paradas e chutes de longe. Com jogadores velozes, time tentou surpreender a defesa do Santos, considerada lenta. Mas, como na Libertadores, setor conseguiu ir bem nas bolas por baixo. Por cima tinha certas dificuldades.
A defesa japonesa também tinha problemas com a bola por cima. Zagueiros tinha problemas, até, com os chutões vindos do goleiro Rafael. Em uma falha do setor, Neymar ficou com a bola dentro da área e mandou na trave.
Mas não precisou de muito para a estrela de Neymar aparecer e o jogador confirmar que é um dos melhores da atualidade. Aos 19 minutos,em lance de gênio, atacante deixou Otani no chão com um corte seco e, de esquerda, de fora da área, mandou no ângulo, sem chances para o goleiro. Na sequência, aos 24 minutos, foi a vez de Borges arriscar de fora da área e também conseguir belo gol.
A Joia foi caçada em campo durante toda a partida. Independentemente do local no campo, camisa 11 era seguido por dois adversários que, com dificuldades, paravam com falta todos os lances. Essa foi a tônica de todo o segundo tempo. Os japoneses mordendo e os santistas tentando chegar à frente, novamente com dificuldades no passe.
E a chance mais clara de marcar antes do intervalo foi do também brasileiro Jorge Wagner. Ala cobrou falta na barreira e, no rebote, mandou no canto de Rafael, que caiu bem e impediu o gol.
Cresce o Kashiwa
Na volta para o segundo tempo, o Santos, novamente, pisou no gramado com certo nervosismo. E o Kashiwa aproveito a desatenção do adversário para marcar o gol. Em bola parada de Jorge Wagner, Henrique subiu errado dentro da área para conclusão indefensável do lateral-direito Sakai - Alvinegro tentou a contratação do atleta.
Com mais uma fraca atuação de Elano, Muricy Ramalho, aos 14, colocou em campo Alan Kardec. Com um jogador mais avançado, o Santos voltou a ficar mais tempo com a bola perto da área do Kashiwa. Em investida de Danilo, na diagonal pelo meio, lateral sofreu falta que ele mesmo bateu e deixou novamente o Santos em boa situação.
Após os gols o jogo passou a ficar mais aberto e os japoneses, precisando do resultado a qualquer custo, se mandaram para o ataque. Enquanto isso o Peixe tentava correr nas costas do Kashiwa, mas não obteve êxito. Time da casa seguia assustando e, aos
30, Sawa manda na trave. A pressão era grande e mais bolas bateram na trave e passaram perto do gol de Rafael, que contou com a sorte para não sofrer mais gols.
FICHA TÉCNICA:
SANTOS 3 X 1 KASHIWA REYSOL (JAP)
Estádio: Estádio Toyota, em Toyota (JAP)
Data/hora: 14/12/2011 - 8h30 (de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (Fifa-ITA)
Auxiliares: Renato Faverani e Andrea Stefani (Fifa-ITA)
Renda/público: Não disponível
Cartões amarelos: Henrique (SAN) ; Leandro Domingues e Kurisawa (KAS)
GOLS: Neymar, 19'/1ºT (1-0); Borges, 24'/1ºT (2-0); Sakai, 54'/2ºT (2-1); Danilo, 63'/2ºT (3-1)
SANTOS: Rafael, Danilo (Bruno Aguiar, 45'/2 ºT), Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Arouca, Henrique, Elano (Alan Kardec, 14'/2º T) e Ganso; Neymar e Borges (Ibson, 35'/2º T). Técnico: Muricy Ramalho.
KASHIWA REYSOL (JAP): Sugeno, Hashimoto (Hyodo, 35'/2º T), Kondo, Masushima e Sakai; Otani, Kurisawa, Jorge Wagner, Leandro Domingues; Kudo (Kitajima, intervalo) e Tanaka (Sawa, 20'/2ºT). Técnico: Nelsinho Baptista.

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