domingo, 10 de março de 2013


Homem invade hospital e esfaqueia recepcionista

Uma das vítimas está na UTI em estado grave




Um homem invadiu um hospital privado no bairro Meireles, em Fortaleza, e esfaqueou uma recepcionista. A vítima foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do próprio hospital e está em estado grave. Inicialmente, foi passado à imprensa que duas mulheres teriam sido esfaqueadas. Entretanto, o delegado Carlos Eduardo, plantonista do 2º Distrito Policial (DP), esclareceu que apenas uma mulher foi ferida. 
O homem teria entrado no hospital à procura de um médico. O delegado Carlos Eduardo afirmou que a versão do acusado é que ele queria falar com o médico que teria neglicenciado atendimento à sua mãe. Ao ser recebido pela atendente, que não permitiu o contato do homem com o médico, desferiu-lhe os golpes. A atendente foi atingida com 3 golpes de faca no pescoço.
O acusado foi preso em flagrante e levado para o 2º DP por volta das 9h30 da manhã deste domingo (10), e encaminhado na sequência para realizar o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A polícia não informou a identificação do agressor e nem das vítimas.

Atualizado às 13h30


Imprensa internacional aposta em dom Odilo Scherer como próximo papa



arcebispo de São Paulo celebrou sua última missa antes do Conclave




A missa celebrada pelo arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, indicou neste domingo (10) que, para aimprensa estrangeira, ele está entre os mais cotados para suceder o papa Bento XVI. Repórteres, fotógrafos e cinegrafistas italianos, espanhóis, portugueses, norte-americanos e canadenses lotaram neste domingo a Igreja deSant'Andrea (Santo André, em português), no centro de Roma, para assistir à cerimônia.
Na relação dos cardeais com chance de suceder Bento XVI, há brasileiros, argentinos, colombianos, asiáticos, africanos, europeus, canadenses e norte-americanos. Foto: Agência Brasil
Dom Odilo nasceu em uma família de 13 filhos, de pais descendentes de alemães radicados no interior do Rio Grande do Sul. Desde cedo, demonstrou vocacão para o sacerdócio, estudando no Seminário São José, em Toledo, no Paraná, no Seminário Menor São José, em Curitiba, e na Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
O cardeal é formado em Teologia, no Studium Theologicum da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Dom Odilo domina vários idiomas, entre eles alemão, italiano e latim.
Às vésperas do início do conclave (reunião de cardeais para eleição do papa), a imprensa italiana e internacional intensifica as apostas sobre quem será o sucessor de Bento XVI. Com o voto secreto, garantido por juramento dos cardeais e pela cédula queimada, as especulações em torno do nome aumentam.
Na relação dos cardeais com chance de suceder Bento XVI, há brasileiros, argentinos, colombianos, asiáticos, africanos, europeus, canadenses e norte-americanos. O nome de dom Odilo passou a ser citado com mais frequência, embora ainda ocorram menções a outros candidatos.
Eis a lista de cardeais citados com mais frequência entre os que têm possibilidade de vencer no conclave:
Peter Turkson, de 64 anos, ganense, chefe da Comissão de Justiça e Paz do Vaticano 
Laurent Monsengwo Pasinya, de 74 anos, congalês, arcebispo de Kinshasa, no Congo
Luis Antonio Tagle, de 57 anos, filipino, arcebispo de Manila e membro do Colégio de Cardeais
Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, brasileiro, arcebispo de São Paulo
Dario Castrillón Hoyos, de 83 anos, colombiano, presidente emérito da  Pontifícia Comissão Ecclesia Dei e prefeito da Congregação para o Clero
Jorge Bergolio, de 76 anos, argentino, arcebispo de Buenos Aires
Leonardo Sandri, de 69 anos, ex-núncio na Venezuela e no México
Óscar Rodrígues Maradiaga, de 70 anos, hondurenho, arcebispo de Tegucigalpa, e presidente da Cáritas Internacional, que reúne organizações humanitárias ligadas à Igreja Católica Apostólica Romana
Grianfanco Ravasi, de 70 anos, presidente do Conselho da Pontifícia de Cultura
Angelo Scola, de 71 anos, arcebispo de Milão, na Itália. É defensor do diálogo entre muçulmanos e católicos
Péter Erdo, de 60 anos, húngaro, arcepisto de Budapeste
Marc Ouellet, de 67 anos, canadense, ex-arcebispo de Quebec e prefeito da Congregação dos Bispos
Carlo Maria Virgano, de 72 anos, norte-americano, núncio apostólico nos Estados Unidos
Charles Chaput, de 68 anos, norte-americano, arcebispo da Filadélfia, nos Estados Unidos
Timothy Dolan, de 63 anos, norte-americano, arcebispo de Nova York, nos Estados Unidos

sábado, 9 de março de 2013

HOJE EU SÓ QUERIA OLHA EM SEUS OLHOS E DIZER QUE TE AMO 
MUITO MÃE, POR QUE NO SEI FAZER OUTRA COISA ALEM DE TE AMA MUITO. SAUDADES.





POLÍCIA MILITAR E DETRAN FAZEM BLITZ A NOITE EM PENTECOSTE (VEJA AS IMAGENS)




 Na noite desta quinta feira, a policia militar juntamente com o Detran realizaram uma blitz em Pentecoste. Muita gente foi pega de surpresa pois geralmente isso só ocorria durante o dia.

Pelo menos oito motos e três carros foram apreendidos por está trafegando de forma irregular, seja com seus condutores sem habilitação, seja por documentação atrasada e outras infrações de transito. Entre os carros apreendido está o carro do Ex vereador João Flávio. 

 A policia militar juntamente com o Detran estão realizando esse trabalho devido os altos indeces de acidente em Pentecoste, mas também além da fiscalização em veículos é dado busca de arma nos condutores

 Ao conversar com o Major Marcos, fomos informados que os trabalhos irão continuar em Pentecoste principalmente para coibir a onda de menores que pilotam veículos, e motoristas sem a devida habilitação, evitando acidentes futuros.

Segundo o Sr Zenildo do Detran, se o trânsito fosse municipalizado, dificilmente eles entrariam na cidade e faz um apelo aos meios de comunicação para alertar a população sobre o transito para que o povo não venha a ter tanto prejuízo.

Só lembrando que o trânsito de Pentecoste é um verdadeiro caos, pois as ruas não te sinalização, a pavimentação é de péssima qualidade e já está mais do que na hora dos gestores públicos encampar esta luta, pois já basta da população viver no prejuízo.

Confira aqui a entrevista com o chefe da equipe do Detran 


Confira aqui a entrevista com o Major Marcos




Prefeito confirma implantação de bilhete único para o dia 15 de junho

A declaração foi realizada antes da primeira reunião com todo secretariado, no Paço Municipal





O prefeito Roberto Cláudio confirmou neste sábado (9) que o bilhete único para transporte público de Fortaleza vai ser implantado no dia 15 de junho deste ano. A declaração foi realizada antes da primeira reunião com todo secretariado, no Paço Municipal.
Segundo o prefeito, a medida é melhora a situação do trabalhador, dando mais comodidade e economia, além de desafogar os terminais. O bilhete possibilitará às pessoas percorrer qualquer direção da cidade utilizando o transporte público, pagando apenas uma tarifa durante duas horas.
Promessa
Ainda no período eleitoral de 2012, Roberto Cláudio anunciava a promessa do bilhete único como uma das principais propostas de sua gestão. Além dela, as propostas que também era bastante visadas eram: a conclusão de algumas obras da antiga gestão, como os Cucas; a implantação do tempo integral nas escolas públicas, bem como a ampliação do número de creches e de UPAs.
*Com informações de Kézya Diniz



Banco popular multiplica empreendedores no Interior




Em todo o Ceará, existem 37 moedas circulando e destas, 31 no Interior, fomentando o empreendedorismo
Em Timbaúbas, distrito de Juazeiro do Norte, o banco de desenvolvimento comunitário beneficia 13 mil pessoas FOTO: YAÇANÃ NEPONUCENA


Iguatu. A partir da experiência do Banco Palmas, no Conjunto Palmeiras, na periferia de Fortaleza, a implantação de outros bancos comunitários e solidários com moedas próprias surgiram no Brasil. Hoje são mais de 150 instituições financeiras populares implantadas em pelo menos 20 Estados. No Ceará, há registro de 37 moedas sociais, sendo seis na Capital.

Na cidade de Acarape, no próximo dia 21, haverá o relançamento do banco solidário e da moeda social, que mudou de nome. Em vez de Vale Acarape, agora é Palmares.

O objetivo dos organizadores da instituição é ampliar não somente as ações, mas também a oferta de crédito e de capacitação profissional para os jovens e empreendedores locais.

Histórico


A criação do Banco Acarape ocorre a partir da experiência exitosa do Banco Palmas, que oferece assessoria e crédito. A mobilização social remonta ao início da década de 1990, quando, na cidade, foram implantadas cooperativas de costureiras e uma fábrica de máquinas industriais de costura, por meio de iniciativas de empresários coreanos com investimentos de bancos oficiais.

Na época, começava o esforço do Governo do Estado em atrair capital e empresas externas para um novo ciclo de industrialização no Interior. Nas cooperativas, havia mais de duas mil costureiras trabalhando, cortando e costurando peças de jeans. Dez anos depois, o projeto fracassou com a saída dos empresários e o também com o fim da isenção de incentivos fiscais.

Os problemas sociais surgiram, dentre eles o desemprego. As dívidas trabalhistas foram quitadas com a apreensão das máquinas industriais de costura, por decisão da Justiça do Trabalho. Apesar das dificuldades enfrentadas pelos ex-empregados ficou a vocação local. Muitos continuaram a produzir peças em casa, mas faltavam capacitação técnica e meio para manutenção e renovação do maquinário.

Diante desse cenário, surgiu em 2004, o Banco Acarape, uma instituição solidária, sob a coordenação do Banco Palmas. Em pouco tempo, mais de R$ 30 mil foram concedidos pelo sistema de crédito solidário para cerca de 50 costureiras. A ideia deu certo e a inadimplência ficou bastante reduzida.

Ampliação


As ações em apoio aos empreendedores avançaram com a criação do Projeto Acarape de desenvolvimento em rede de caráter social, comunitário e popular. Foram firmadas parcerias entre o setor público e privado e o chamado terceiro setor, as organizações sociais. "Conseguimos, com poucos recursos, bons resultados", comemora o coordenador do projeto, Pedro Henrique Alcino. "A cidade hoje é um celeiro de desenvolvimento", acrescenta o coordenador.

O esforço da Secretaria Municipal de Planejamento é atrair instituições nacionais e internacionais para apoiar as ações definidas no projeto social e de empreendedorismo.

O Programa Nacional de Desenvolvimento (PNUD) das Nações Unidas (ONU) e a Universidade da Integração Internacional Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), sediada em Redenção, são parceiras do programa de desenvolvimento social local. "O nosso objetivo é trabalhar com organizações não governamentais de certificação nacional e internacional para apoiar os nossos projetos", frisou Pedro Henrique Alcino.

Os próximos passos serão a ampliação da carteira de crédito do Banco Acarape, em pelo menos dez vezes, resgatar a feira livre, oferecer capacitação profissional, apoio e assessoria para os empreendedores individuais. "Vamos, com essas ações, aquecer a economia local", frisou Pedro Alcino. "O município foi dividido em 22 territórios e concluímos um censo sobre consumo e produção familiar. A ideia é aproveitar o trabalho de cerca de 150 costureiras e a produção de mais de 200 mil peças de jeans por mês e agregar valor a esse produto, implantando toda a cadeia produtiva da confecção".

Irauçuba


No distrito Juá, zona rural do município de Irauçuba, localizado na Zona Norte do Ceará, a Associação dos Jovens Empreendedores (AJE) mantém o Banco Juazeiro e a moeda social, chamada Cactus.

A instituição foi implantada em 2005, com o apoio do Banco Palmas, mas passou por um período fechado em decorrência de dificuldades de gerenciamento, manutenção e falta de capital próprio. "Reabrimos há três anos e com o apoio do município recomeçamos a funcionar", explicou a analista de crédito da instituição, Raquel Doroteu.

A falta de capital próprio e de apoio de instituições não governamentais impedem no momento a concessão de crédito aos moradores do distrito.

"Temos potencial produtivo, somos considerados a capital da produção de rede de dormir, de boa qualidade", observou Raquel Doroteu. "Estamos no processo de reformulação do banco e da moeda social", destaca.

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Irauçuba, Daniele Pernambuco, ainda destacou a importância social e econômica dos bancos solidários existentes nos distritos de Juá e de Missi.

"A partir da implantação de correspondentes bancários, vai facilitar que moradores evitem deslocamentos para a cidade para fazer pagamento e recebimento de recursos dos programas sociais do Governo Federal e outros créditos. Esses recursos circulam na comunidade, fortalecendo a economia local".

Iniciativas


Na cidade de Juazeiro do Norte, desde 2011, uma nova moeda social é cada vez mais usada nos setores do comércio e de prestação de serviços. O Timba é aceito nos estabelecimentos no bairro Timbaúba. O objetivo é ajudar no desenvolvimento local. Atualmente, 13 mil pessoas que moram na localidade são beneficiadas. O uso da moeda social é simples: o cliente faz um cadastro no banco comunitário e pede um empréstimo. Esse dinheiro é repassado para a pessoa na moeda social, que é aceita em lojas no bairro. O dono do comércio vai ao banco comunitário e faz a troca da moeda pelo Real. São 200 pontos de venda.

Para evitar falsificações, as moedas possuem uma faixa prateada com alto relevo, que se for removida, danificando a cédula, ou se tirar cópia, fica visível a falsificação. "Não há risco do comerciante perder dinheiro e todo o empréstimo feito pelo banco em Timba já existe a mesma quantia guardada no banco para pagá-lo quando vier trocar as notas", diz Helena de Assis, agente do banco comunitário.

Já em Choró, no Sertão Central, o Banco Sertanejo, inaugurado em 2008, funcionou por um ano. A falta de apoio do setor público e de lastro financeiro impediu a continuação das atividades, coordenadas pelo Instituto de Desenvolvimento de Choró. "Reativaremos o convênio com a Prefeitura e esperamos voltar com os empréstimos e a moeda Sabiá", disse a agente de crédito Alzenir Vieira. Por enquanto, o banco está na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e, praticamente, sem 

operação.

Palmas é referência como pioneiro

O Banco Palmas irá comemorar o Dia Internacional da Economia Solidária no dia 12. Iniciativa começou no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza FOTO: KELLY FREITASIguatu. Uma experiência comunitária que começou tímida e com dificuldades, há 15 anos, no Conjunto Palmeiras, na periferia de Fortaleza, espalhou-se pelo Brasil, obteve êxito e hoje é modelo nacional de economia solidária. A criação do Banco Palmas mudou a vida dos moradores, fortaleceu as finanças das famílias, o comércio local e contribuiu para a melhoria da autoestima das famílias do bairro.

A instituição prepara-se para comemorar uma década e meia de fundação e sediará, de 12 a 15 de março, o 3º Encontro Nacional da Rede Brasileira de Bancos Comunitários.

Uma das principais lições que ensina o Banco Palmas é que o melhor caminho para superar a pobreza é o trabalho comunitário, solidário. Conceder crédito individual, sem assistência técnica e financeira, é um curto passo para o fracasso.

O Banco Palmas foi fundado em 20 de janeiro de 1998. De lá para cá, muitas coisas mudaram. "O que antes era uma utopia virou uma prática, uma referência nacional. Começamos com cinco clientes e dois mil reais em caixa, e hoje temos 14 mil clientes, 13 milhões de reais emprestados e uma rede de 103 bancos comunitários no Brasil", observa o coordenador geral do Banco Palmas, João Joaquim de Melo Neto.

Por meio do Instituto Palmas, a experiência de Fortaleza transformou praticamente em uma política nacional. "Hoje somos uma rede presente em 19 Estados", frisou Melo Neto.

Os números atuais impressionam. São 3.500 postos de trabalho gerados no bairro. Cerca de cinco mil pessoas beneficiadas por treinamento e quatro mil oportunidades no mercado de trabalho. De 15 mil assistidos, quase nove mil são mulheres beneficiadas com o Bolsa Família.

Os empreendedores locais recebem empréstimos com taxas de juros menores que os do sistema financeiro oficial, não há burocracia e foi criada uma moeda social própria, a Palma, que promove a circulação da riqueza no bairro. Uma Palma equivale a um Real. O lastro é obrigatório.

São 46 mil Palmas circulantes. Há cerca de 240 empreendimentos no Conjunto Palmeiras e as empresas oferecem desconto médio de 5% aos que utilizam essa moeda. No período de funcionamento da instituição, foram criadas seis empresas independentes. Na comunidade, cerca de 350 comércios foram financiados e apoiados mais de 200 outros serviços, como cabeleireiro e manicure.

Para comemorar os 15 anos de fundação, a entidade lançará um livro sobre a sua experiência. A obra tem a contribuição de sete pensadores brasileiros e a contra-capa escrita pelo pensador francês, Edgar Morin.

Há também uma pesquisa feita pelo Núcleo de Economia Solidária (Nesol) da Universidade de São Paulo, realizada em parceria com o Instituto Palmas, a Universidade de Columbia.

Segundo Melo Neto, o próximo passo será a criação do banco eletrônico. "Os bancos comunitários estão em lugares menos protegidos, vulneráveis a assaltos, arrombamentos". A ideia é criar o Palma Card. A partir do banco, foi criado o Palma Lab, em parceria com a Mahiti Infotech. O laboratório criou chip, aplicativo de celular para mapeamento, e em breve haverá disponibilidade de um programa para ajudar o empreendedor a fazer a gestão do seu negócio, disponível em plataforma de comunicação móvel.

No próximo dia 12, será realizado um evento em comemoração ao Dia Internacional da Economia Solidária. Na programação, também será criada ainda outra moeda destinada às crianças, a Palminha, fruto de uma preocupação com a nova geração, para que seja educada no sistema financeiro solidário e comunitário, com valores limitados entre um centavo e um real. "Vamos fazer 50 oficinas nas escolas, mostrando como a moeda funciona, qual a importância de comprar no bairro, do comércio justo e como o dinheiro circula", explicou Melo Neto.

HONÓRIO BARBOSA


REPÓRTER

Mais informações:


Banco Juazeiro, distrito de Juá, em Irauçuba


Fone: (88) 3635. 2095


Banco Acarape


Fone: (85) 8845. 7895 



FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1240722

Quatro aliados de Cid disputam o seu lugar





Só há mobilização dentro do grupo da situação. Um quadro novo vai exigir corrida contra o tempo perdido

Os prazos estabelecidos em leis para as filiações partidárias de todos quantos queiram ser candidatos em 2014, antecipam o debate sobre a sucessão estadual, embora nada seja definido antes de aclarado estar o quadro de alianças e postulantes à Presidência da República. Estranhamente, porém, tudo quanto acontece em relação à substituição do atual gestor do Ceará, têm como protagonistas seus próprios aliados. Fora desse arco situacionista não há sequer remotos sinais de mobilização individual ou coletiva

Cid Gomes, no momento, tem ao seu redor quatro pretendentes à chefia do Executivo estadual: Domingos Filho, atual vice-governador; Eunício Oliveira, senador da República; Leônidas Cristino, ministro do Governo Dilma Rousseff, e Mauro Filho, secretário da Fazenda estadual. Quando o candidato a ser apoiado por Cid for escolhido, só Eunício Oliveira não estará no partido do governador. Ele continuará no PMDB, enquanto Domingos Filho já terá trocado o PMDB pelo PSB, para atender ao determinado pela legislação eleitoral.

Enfrentamento


Se do lado da situação a dificuldade será escolher um dentre os citados, fora dela não se vislumbra nomes nem articulação para o enfrentamento se necessário for. É uma realidade muito pobre para um Estado com um total de 30 partidos legalmente existentes, contando, em seus quadros, com filiados capazes não apenas do enfrentamento de uma disputa eleitoral, mas, sobretudo preparados para serem bons governantes. Se realmente ainda é muito cedo para o estabelecimento de candidaturas majoritárias ou proporcionais, não o é, no entanto, para os partidos mostrarem seus quadros e projetos.

A indefinição do cenário nacional, norteador das alianças e candidaturas nos Estados, deveria ser motivo de animação em todos os grêmios partidários, para, pelo menos, no momento certo, cada um deles ter o norte do caminho a percorrer. A acomodação de hoje nos motiva a acreditar numa eleição igual às últimas aqui realizadas, com apenas um ou no máximo dois candidatos com perspectiva de chegar à vitória, deixando, indiscutivelmente, uma boa parte do eleitorado cearense sem opções de escolha.

Os quatro aliados de Cid estão em plena campanha de consolidação dos seus nomes. Nenhum deles faz reserva quanto ao trabalho desenvolvido, embora Domingos, Leônidas e Mauro ressaltem ser do governador a palavra final sobre o escolhido. De modo próprio, todos, inclusive Eunício, buscam reunir elementos que permitam ao chefe enxergar quem mais vantagem apresente para a disputa nas urnas e consequentemente seja esse o escolhido em qualquer dos cenários apresentados a partir da eleição presidencial.

Rearrumar


Os pretendentes ao Governo do Ceará trabalham com a perspectiva das candidaturas da presidente Dilma à reeleição, e a do senador tucano Aécio Neves, como as principais, atentos, porém, ao posicionamento do governador pernambucano Eduardo Campos que, em vindo a ser candidato a presidente, motivará uma situação nova, a partir de um rearrumar da aliança feita pelo PSB cearense, principalmente com o PT e o PMDB, talvez até reclamando uma candidatura de Cid ao Senado, para dar mais musculatura à chapa majoritária que apoiar.

Campos, como todo político sensato e experiente, jamais dirá, antes do início do próximo ano, se vai ou não disputar a sucessão presidencial. Deixando pairar a dúvida, como ela está hoje, só resultados positivos vai colher para si e sua agremiação. Então não há pressa para anunciar o seu futuro. Os outros que trabalhem ou não com essa variante na preparação, também, das sucessões estaduais.



EDISON SILVA


EDITOR DE POLÍTICA




FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1240483
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