sexta-feira, 5 de outubro de 2012


Morador de rua é apedrejado e morto em Fortaleza



O corpo de um homem, morador de rua, foi encontrado sem vida na manhã desta sexta-feira (5) no bairro Meireles, na Capital. De acordo com a polícia, uma denúncia via CIOPS, por volta das 8h da manhã, informou sobre o fato.
Foi deslocada até o local, no cruzamento da rua Silva Paulet com Avenida Abolição, a RD 1030, que verificou a presença do corpo sem vida do homem, conhecido apenas como "Francisco", ao lado de pedaços de pedra de calçamento sujos de sangue.
De acordo com moradores, a vítima era usuária de drogas. Ainda não há identificação de suspeitos nem o que teria motivado o crime. O corpo já foi recolhido pelo Rabecão.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


04 de Outubro, dia de São Francisco de 

Assis






Adriano desabafa no Twitter: ‘Podem falar o que for, não vou desistir, seus invejosos’


Depois das faltas aos treinos de sexta à tarde, sábado e domingo do Flamengo, Adriano desabafou contra as críticas nesta quinta-feira. No Twitter, o jogador esbravejou contra as reportagens veiculadas nos últimos dias sobre o seu paradeiro enquanto esteve ausente das atividades na Gávea e no Ninho do Urubu.
- Vocês podem falar o que for, não vou cair na de vocês. Não vou desistir de jogar porque tenho muita gente que torce por mim. Claro que viro outro, porque tem muita mulher que me dá mole, seus invejosos.
Ainda sem previsão de voltar aos gramados, o atacante fez fisioterapia no Ninho do Urubu na manhã desta quinta-feira e, à tarde, deve realizar uma atividade na piscina do hotel em que o Flamengo se concentra.
Na quarta-feira, o GLOBOESPORTE.COM divulgou que Adriano passou parte do fim de semana na favela do Chapadão e trocou mensagens de texto com o diretor de futebol do Flamengo, Zinho, para avisar que faltaria ao treino.
Através de sua assessoria, o atacante deu outra versão. Ele teria ido a uma boate na Barra da Tijuca na noite de sexta, dormido num hotel no mesmo bairro e seguido para São Paulo no sábado, para prestigiar a festa de aniversário da filha de um amigo.


Cearenses irão gerar energia solar em casa

Em um ano, unidades do Minha Casa, Minha Vida poderão gerar sua própria energia e vender o excedente

AFP
Tecnologia dos painéis fotovoltaicos será adaptada para residências

Em cerca de um ano, os cearenses poderão gerar energia solar em suas residências. A previsão é de Aristides Pavani, coordenador do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), do Governo Federal, no Nordeste.

Com um escritório sendo montado no Ceará, no campus da Universidade Estadual do Ceará (Uece) do Itaperi, em Fortaleza, o órgão investirá R$ 3 milhões para desenvolver tecnologia de painéis fotovoltaicos aplicados à arquitetura.

O CTI Nordeste deve iniciar suas atividades em 2013, com capacidade de produzir painéis para geração de 300 kW, o que serviria para cerca de 300 residências. Para a produção em escala industrial, duas empresas interessadas em fabricar painéis no Ceará negociam parceria com o Instituto. A estimativa é de que, em um ano, o projeto esteja concluído, com painéis já comercializados e usados em unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

“300 kW é uma pequena capacidade, mas a grande coisa é ter a competência instalada no Ceará. Estamos em negociação com grandes empresas”, afirma Pavani.

O projeto está sendo tocado com parceria da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece).

Uma equipe inicial de cinco pessoas, a ser montada em Fortaleza, cuidará da implantação do laboratório. Os equipamentos já foram adquiridos e aguardam o transporte de Campinas, sede do CTI, para Fortaleza, de acordo com o coordenador. Aos órgãos estaduais caberá a operação para aplicar a produção inicial às residências.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que atua na área de TI. Com sede em Campinas, tem 280 pesquisadores.

Números

300
kW será a capacidade instalada inicial do CTI Nordeste, o que servirá para abastecer cerca de 300 residências

Saiba mais

Fiec abre discussão sobre autogeração

No próximo dia 10 de outubro, às 8h, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), com apoio da Adece, Coelce e Sebrae, promove a 1ª Edição da Série de Fóruns de Oportunidades de Negócios em Energias Renováveis.

Os encontros irão abordar os desafios e as oportunidades de negócios nas principais fontes de energias renováveis (eólica, solar e biomassa), além da mini e microgeração de energia.

Dentre os palestrantes estão engenheiros da Coelce e o consultor sobre energia da Fiec, Jurandir Picanço, que falará sobre a mini e a microgeração de energia no Brasil.


Mesmo com melhora, Ceará segue como terceiro estado com mais pessoas em extrema pobreza



Apesar de apresentar uma melhora considerável no índice de redução da extrema pobreza entre 2006 e 2011, o Ceará ainda figura na terceira posição entre os estados com mais pessoas em situação de extrema pobreza, com 858,3 mil. Os dados são do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (Ipece).

Foto: José Leomar

O Banco Mundial define a pobreza extrema como viver com menos de 1 dólar por dia. Em 2006, 15% da população cearense, 1,2 milhão, estava na extrema pobreza. Já em 2011, o total caiu para 858,3 mil, o que fez com o Estado, apesar da melhora, permanecesse na terceira colocação do Brasil entre os que mais tem habitantes nesta situação crítica, com 10,4% do contigente populacional. A Bahia lidera com 1.363.184 pessoas vivendo nessas condições, seguido do Maranhão com 1.026.077.
A redução do Ceará nos números configura na maior redução verificada entre todos os estados brasileiros nesse período. Seguido do Ceará, vem os estados do Piauí, com uma redução de 297,5 mil pessoas e Bahia, com 278,1 mil.
De acordo com o Ipece, a redução da extrema pobreza verificada no Estado pode ser explicada, em parte, por um conjunto de fatores, dentre eles o crescimento do PIB do Ceará acima da média nacional.
 
Outro fator foi o processo de redução da desigualdade na distribuição dos rendimentos que vem ocorrendo na última década, chegando o Ceará a apresentar o nível mais baixo em 2011 nos últimos 30 anos.


Parlamento turco aprova operações militares na Síria

Permissão ocorre após ataque sírio que matou cinco civis turcos.
320 legisladores foram a favor e 129 contra.



O parlamento da Turquia adotou nesta quinta-feira (4) uma moção do governo autorizando as Forças Armadas a conduzir, se necessário, operações na Síria depois de um grave incidente de fronteira que custou a vida de cinco civis turcos, informou a imprensa local.
O texto da moção foi adotado com o voto favorável de 320 legisladores, contra 129 contra.
A assembleia nacional turca se reuniu em sessão especial a portas fechadas. A reunião ocorreu em caráter de urgência.
A autorização parlamentar é válida para um ano.
Pessoas andam em local onde cinco civis turcos foram mortos nesta quarta (3) (Foto: Miguel Medina/AFP)Pessoas andam em local onde cinco civis turcos foram mortos nesta quarta (3) (Foto: Miguel Medina/AFP)
Nesta madrugada, vários soldados sírios morreram devido ao bombardeio da artilharia turca contra a região de Rasm al-Ghazal, próxima à cidade de Tall al Abyad, na fronteira entre Síria e Turquia, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
O Exército turco bombardeou posições sírias durante a madrugada e retomou o ataque na manhã desta quinta-feira em represália à morte dos civis.
A tensão entre Síria e Turquia aumentou na quarta-feira à noite, quando vários obuses atingiram a localidade turca de Akçakale, perto do posto de fronteira sírio de Tall al-Abyad, cenário recente de combates entre as tropas do presidente sírio Bashar al-Assad e os rebeldes do Exército Sírio Livre (ESL).
Em resposta, a artilharia turca bombardeou alvos sírios e provocou várias mortes entre os soldados do país vizinho, segundo a ONG síria.
‘Medidas necessárias’
O embaixador de Ancara nas Nações Unidas, Ertugrul Apakan, pediu ao Conselho de Segurança que adote as "medidas necessárias" para deter "este ato de agressão por parte da Síria contra a Turquia".
Em carta dirigida ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao embaixador da Guatemala, Gert Rosenthal, que ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança, Apakan afirma que o ataque "constitui uma violação flagrante do direito internacional, assim como uma violação da paz e da segurança internacionais". "A Turquia exige o fim imediato destas violações" e pede a adoção "das medidas necessárias para acabar com estes atos de agressão e para garantir que a Síria respeite a soberania, a integridade territorial e a segurança da Turquia".
A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, disse que os Estados Unidos estão "indignados com os disparos sírios contra o outro lado da fronteira (...) e lamentam as perdas de vidas humanas do lado turco".
Os países membros da Otan manifestaram sua solidariedade a Ancara em uma reunião de emergência convocada em Bruxelas: "a Aliança continua ao lado da Turquia e pede o fim imediato de tais atos agressivos contra um aliado e que o regime sírio ponha fim às flagrantes violações da lei internacional".
"O bombardeio mais recente que causou a morte de cinco cidadãos turcos e feriu muitos outros, constitui uma fonte de grande preocupação e é fortemente condenada por todos os aliados", acrescentou.
Mais cedo, o chefe da Otan, Anders Fogh Rasmussen, conversou com o ministro das Relações Exteriores turco, Ahmed Davutoglu, para expressar "sua forte condenação do incidente em Akcakale", disse um porta-voz.

Revisor do mensalão no Supremo absolve ex-ministro José Dirceu


Lewandowski disse que MP não conseguiu reunir provas contra ex-ministro.
Relator tinha votado pela condenação; ainda faltam votos de 8 magistrados.


O revisor do processo do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, votou nesta quinta-feira (4) pela absolvição do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu do crime de corrupção ativa (oferecer vantagem indevida) durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
"Não existem elementos suficientes para condenar o réu José Dirceu", afirmou o ministro na conclusão do voto.
Segundo Lewandowski, o Ministério Público não conseguiu provar que Dirceu comandou o esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O revisor afirmou ainda que as acusações ao ex-ministro "são mais políticas do que só estritamente jurídicas".
O ministro Ricardo Lewandowski lê documento durante sessão do julgamento do mensalão no STF (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)O ministro Ricardo Lewandowski lê documento durante sessão do julgamento do mensalão nesta quinta (4) no STF (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)
Com  a manifestação sobre Dirceu, Lewandowski concluiu o voto sobre os dez réus acusados de corromper parlamentares de quatro partidos – PP, PMDB, PTB e o extinto PL (atual PR). Ele votou pela condenação de cinco e pela absolvição de outros cinco, entre eles Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino.
O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que votou pela condenação de Dirceu e Genoino, disse na quarta que o ex-ministro era o "mandante" da compra de votos.
Ainda faltam os votos de oito ministros. Para que um réu seja condenado ou inocentado, são necessários os votos de ao menos seis magistrados – veja como votou cada ministro e o que diz a acusação e a defesa sobre cada réu.
'Suposições'O revisor destacou que o Ministério Público apresentou “suposições” em relação a Dirceu na denúncia. “[Não se deu ao] trabalho de descrever ainda que minimamente as condutas delituosas que teriam sido praticadas por ele. Restringiu-se a fazer meras suposições”, disse Lewandowski.
Logo no começo da argumentação, o ministro afirmou que provas testemunhais são "torrenciais, avassaladoras" no sentido de desvincular Dirceu de eventuais ações ilícitas praticadas pelo comando do PT.
Ao proferir o voto, Lewandowski afirmou não descartar "em tese" que o ex-ministro tenha comandado o mensalão, mas destacou que as provas contra o ex-ministro se baseiam em "ilações". “Não afasto a possibilidade, em tese, de ele ter participado desses eventos. [Mas] tudo se baseia em ouvir dizer, ilações.”
Para o ministro-revisor, as acusações da Procuradoria-Geral da República não têm "ressonância nos autos". "Não há prova documental, não há prova pericial. O que existem são testemunhos, alguns colhidos na CPI, alguns colhidos na Polícia Federal, muitos deles desmentidos diante de um magistrado”, afirmou.
Tese da compra de votos
O revisor contrariou argumentos de vários ministros que já manifestaram em plenário que as provas mostram que existiu um esquema de compra de votos no Congresso.
Lewandowski citou estudos, um deles feito pela CPI que investigou o mensalão , que apontam que o comportamento da base aliada do governo Lula era “uniforme” e com índice alto de fidelidade.
Para Lewandowski, há provas que contradizem a afirmação de que saques de altas somas por partidos da base aliada ocorreram na mesma época da aprovação de projetos de interesse do governo.
“Essa tese de que houve compra de votos e coincidência de saques é tese. contraditada com outras provas que também se encontram nos autos. Não estou dizendo que não tenha havido compra de votos, estou dizendo que há provas para todos os gostos.”
O revisor afirmou que se o plenário decidir que houve a compra de parlamentares para aprovar as reformas tributária e previdenciária, as duas leis poderão vir a se declaradas nulas pelo Judiciário.
“Se este plenário decidir que houve fraude na reforma tributária e reforma previdenciária, a consciência dos parlamentares foi comprada. Aí cabe a nulidade. É uma afirmação muito séria”, disse.
Ao proferir o voto, Lewandowski criticou a chamada “teoria do domínio dos fatos”, segundo a qual pode ser condenado quem não tenha executado diretamente o ato criminoso, mas tenha tido "domínio" sobre o fato. A tese foi utilizada no passado para justificar a condenação de generais nazistas.
“Não há nenhuma razão para se aplicar a teoria do domínio do fato. Não estamos em situação excepcional, não estamos em guerra, não estamos em situação de convulsão intestina”, argumentou o revisor ao absolver Dirceu.
Atuação de Delúbio
O revisor afirmou que a Procuradoria não provou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares agia a mando de Dirceu. “O Ministério Público não logrou produzir prova nenhuma sobre suposta relação entre José Dirceu e Delúbio Soares, o qual agia com total independência no que toca as finanças do partido.” Na sessão de quarta (3), Lewandowski votou pela condenação de Delúbio.
De acordo com o revisor, José Dirceu quase não participava de reuniões do PT e sobre negociações para a aprovação de projetos de lei. Ele citou depoimentos de petistas que disseram que o ex-ministro teve participação “absolutamente ocasional” em encontros do partido
“Esses depoimentos comprovam que José Dirceu não exercia qualquer função seja da direção, seja dos negócios. Estou tentando comprovar que José Dirceu está completamente desvinculado do Partido dos Trabalhadores”, afirmou.
Lewandowski foi questionado pelo Ministro Marco Aurélio sobre se acredita que o ex-tesoureiro do PT teria “autonomia” para corromper parlamentares sem ordens superiores.
“Contrariamente do que foi dito, eu não acredito em Papai Noel. Isso pode ter ocorrido a mando de alguém. Mas eu não estou encontrando provas”, respondeu o revisor.
Operador e delator do esquemaLewandowsli classificou de “aventureiro” Marcos Valério, acusado pela Procuradoria de ser o operador do esquema de compra de votos. O revisor destacou que Valério se apresentava como “influente no PT” e emissário de Dirceu.
“Marcos Valério era um aventureiro, um homem que buscava negócios vultosos, alardeava que tinha influência, talvez tivesse alguma, perante o governo, mas são ilações.”
Durante a apresentação do voto, Lewandowski procurou desqualificar o depoimento do delator do esquema, o ex-deputado e presidente do PTB Roberto Jefferson, já condenado por corrupção passiva [receber vantagem indevida].
De acordo com o revisor, Jefferson é “inimigo” de Dirceu. “Esse réu é um inimigo fidagal de José Dirceu e procurou incriminá-lo e trazê-lo ao bojo dos fatos.”
O julgamentoDez pessoas da antiga cúpula do PT e do grupo de Marcos Valério foram acusadas de corrupção ativa. Segundo a denúncia, os réus deram dinheiro a parlamentares para comprar o apoio político de deputados ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara.
Políticos e assessores que receberam dinheiro do esquema já foram condenados por corrupção passiva (receber vantagem indevida).
Segundo a denúncia, Dirceu, Genoino e Delúbio se associaram ao grupo de Valério, apontado como o operador do mensalão, para desviar dinheiro de contratos públicos e contrair empréstimos fraudulentos, com a finalidade de ampliar a base aliada de Lula.
A pena para o crime de corrupção ativa varia de 2 a 12 anos de prisão. A dosimetria (tamanho) da pena será definida pela corte ao término do julgamento dos 37 réus.
Ao todo, 22 dos 37 réus do processo do mensalão já sofreram condenações na análise de quatro tópicos da denúncia: desvio de recursos públicos, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e corrupção entre partidos da base. Ainda falta julgar lavagem de dinheiro por parte do PT, evasão de divisas e formação de quadrilha.
Até agora, foram inocentados quatro réus: o ex-ministro Luiz Gushiken, o ex-assessor do extinto PL Antônio Lamas, ambos a pedido do Ministério Público, além da ex-funcionária de Valério Geiza Dias e da ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório, que ainda serão julgadas por outros crimes.
Para ler mais sobre Julgamento do Mensalão, clique em g1.globo.com/politica/mensalao. Siga também o julgamento no Twitter e por RSS.
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